Ruth Torres

arquitetura e urbanismo

Geral, Jogos

CONHEÇA A SUA CIDADE

16/05/2009

Mais um presente para os Granjenses. Clique no endereço abaixo e confira
http://www.ruthtorres.com.br/conhecaSuaCidade.swf

Geral

AJUDAR GRANJA

15/05/2009

Ajudar Granja no YouTube Granja, cidade do interior do Ceará, está sofrendo com as enchentes. Veja os momentos de angústia e as destruições provocadas pelas chuvas. Saiba porque e como ajudar. Colabore

A natureza, tão linda, tão mãe, tão provedora as vezes se torna severa e mostra toda a sua força.
Mostra que não está para brincadeira, e não poupa ninguém. Nem os lugares mais tranquilos, mais pacatos.

A chuva, ansiada, que encanta, que traz prazer,que remete às brincadeiras, que está associada à fartura,à esperança de dias melhores, quando em excesso: inunda, traz desconforto, atrapalha, modifica a vida, traz prejuízos incalculáveis, pois causa traumas, amedronta, e provoca perplexidades.

Presenciamos hoje uma das maiores enchentes que se tem notícia nos últimos tempos. Logo nós, reconhecidos que somos pelos estigmas das secas.

Essa nossa perplexidade tem causa. Na realidade ela traduz um distanciamento entre o homem e a natureza que a vida atual tem proporcionado.
Supertições, religiões, credos foram construídos ao longo do tempo, em reconhecimento da nossa impotência frente aos fenômenos naturais.
O homem contemporâneo, com todo o seu antropocentrismo, relegou essas crenças, e até achou que poderia dominar a natureza.
Mais do que isso: o homem passou a desprezar, a desconsiderar a natureza. Polui-a, sugou-a, alterou seu equilíbrio.

Hoje, comprometida com o aquecimento global, a vida se altera. O que antes era discurso de ecologistas xiitas, hoje é realidade.
Calamidades como tsunamis, furações, vendavais estão cada vez mais frequentes nos noticiários.
Enchentes, não são novidades. Nossas secas são muito mais fruto de regime irregular de chuvas do que propriamente uma falta delas.
O que mudou, além da intensidade das chuvas, é a nossa conscientização sobre o fenômeno.
Ajudar as vítimas das enchentes não se constitui, portanto,somente um ato de humanidade, torna-se uma responsabilidade social.Não se pode culpar unicamente os moradores das áreas atingidas pelo o que está acontecendo. Uma parte da culpa pode estar aqui em Fortaleza, no Estado, no País, no mundo. Reflete um modo de vida que no mínimo está errado.
Granja está nos noticiários como uma das áreas mais atingidas do norte do Estado do Ceará.
Provavelmente uma conjunção de fatores provocaram essa calamidade. Intensa precipitação pluviométrica em um curto espaço de tempo, aliado a maré alta, por um lado,e, por outro, um assoreamento do rio ou o rompimento da barragem podem ser apontadas como causas.

Somos testemunhas, no entanto, que não se pode quitar somente as ocupações irregulares de Granja a causa das tragédias. Estamos elaborando o Plano Diretor de Granja e identificamos que com excessão de umas poucas edificações na Lagoa Grande e algumas casas no bairro Barrocão, a cidade conseguiu preservar de maneira satisfatória seus recursos hídricos.
A cidade mantém uma relação de afeto e respeito com o seu principal recurso hídrico. São inúmeras as manifestações desses sentimentos.
Para ser sincera, Granja não merecia passar pelo o que está passando. Mas Deus deve ter lá suas razões.

Momentos felizes louvem a Deus.
Momentos difíceis busquem a Deus.
Momentos silenciosos adorem a Deus.
Momentos dolorosos confiem em Deus.
Cada momento agradeça a Deus.
O que tem que ficar claro é que não podemos deixar Granja desamparada. Granja é fruto de uma solidariedade histórica. Seu processo de povoamento já predizia esse seu destino. Índios foram sesmeiros, o que se deduz que tinham a condição de cidadão. Escravos fugidos das terras do Piauí vieram se abrigar em Granja em função do Estado do Ceará ter se antecipado em relação à Abolição da Escravatura.E passaram a fazer parte da população, dado ao elevado grau de miscigenação que propiciaram.
Granja sempre se destacou por acolher bem seus migrantes. Mesmo quando eram em levas, miseráveis de zonas atingidas pelas secas. Deu-lhes, além do pão e da água, dignidade. Guarda com carinho e orgulho os prédios construídos nas frentes de emergência.
Mas hoje, Granja é quem está precisando de solidariedade.
Não tem condições de se sobreerguer sozinha, pois tem índices comprometedores de IDH e sua economia é bastante frágil.
Comida, remédios, roupas,lençóis, estão sendo solicitados.
A solidariedade da população local é comovente, contagiante. Mas é ainda incipiente frente aos inúmeros problemas surgidos. Uma campanha de âmbito nacional está sendo articulada por pessoas idôneas, realmente comprometidas com a população local.
A Granja de Amanhã também requer cuidados.É preciso reconstruir Granja em bases mais planejadas.
Granja não quer esmola, oferece oportunidades. Sua localização estratégica viabiliza empreendimentos voltados para o abastecimento das cadeias turísticas implantadas nas proximidades - Jericoacoara, Camocim e Ibiapaba.
Pode se transformar em um centro de excelência da carnaúba.

Mas é importante frisar que Granja não almeja um progresso destruidor, prefere um desenvolvimento progressivo e sustentável
Granja tem cidadãos conscientes de suas dificuldades, e que sabem o que querem. Foi concebida no Plano Diretor Participativo para se tornar um modelo de cidade, com efetiva proteção dos seus recursos hídricos, com acessibilidade plena, com privilégio para o transporte alternativo, tendo sido previsto a criação de uma ciclorede integrada ao sistema viário, com espaços de cultura distribuídos em várias zonas da cidade, com a criação de uma verdadeira floresta urbana, com a qualificação de suas infraestruturas, com a oferta de moradia digna, com a criação de pontos de encontro entre muitas outras propostas.

Investir em Granja é, portanto, acreditar que o mundo pode ser melhor. Que vale a pena se pensar em um modelo alternativo de vida. Que a natureza poderá ser revalorizada, respeitada, entendida. E que novos desafios poderão ser superados com menos incômodos, com menos traumas.

ajude você também

contribua de alguma forma…

RUTH

Livros

PRESENTE PARA OS APAIXONADOS POR GRANJA

25/02/2009

Até que enfim consegui postar um presente que desde o mês passado tinha produzido para vocês. É um livro digital que pode ser aberto clicando CASARIOS DE GRANJA na secção LIVROS que está situada abaixo, ou através do link http://www.ruthtorres.com.br/casariosdegranja/
Espero que vocês gostem…

Urbanismo

CONCEITO DE CIDADE SUSTENTÁVEL

16/02/2009

imagem-119Entendido como direito à terra urbana, à moradia, ao saneamento ambiental, à infra-estrutura urbana, ao transporte e aos serviços públicos, ao trabalho e ao lazer, para a presente e futuras gerações.
O que implica no planejamento do desenvolvimento da cidade, da distribuição espacial da população e das atividades econômicas do Município e do território sob sua influência, de modo a evitar e corrigir as distorções do crescimento urbano e seus efeitos negativos sobre o meio ambiente.
O conceito de cidade sustentável estabelece ainda que haja oferta de equipamentos urbanos e comunitários, transporte e serviços públicos adequados aos interesses e necessidades da população e às características locais.
Tem como diretriz a ordenação e controle do uso do solo, de forma a evitar:
o Utilização inadequada dos imóveis urbanos
o A proximidade de usos incompatíveis ou inconvenientes;
o O parcelamento do solo, a edificação ou o uso excessivo ou inadequado em relação à infra-estrutura urbana;
o A instalação de empreendimentos ou atividades que possam funcionar como pólos geradores de tráfego, sem previsão da infra-estrutura correspondente;
o Retenção especulativa de imóvel urbano, que resulte na sua subutilização;
o A deterioração das áreas urbanizadas;
o A poluição e a degradação ambiental
Importa também atentar para:
o Uso eficiente de energia
o Uso eficiente de água
o Uso de materiais certificados e renováveis

Geral

TÔNICA NA PERCEPÇÃO DA COMUNIDADE

13/02/2009

dsc02685Novas ideologias no trato do espaço urbano envolvem conceitos e pressupostos ligados a polisensoriabilidade da imagem urbana, de vivencias de variáveis contextuais consideradas como elementos de informação urbana. Essas variáveis são fontes de informação, moldam comportamentos, ações, valores, usos, hábitos, crenças e expectativas, ou seja, são fatores de uma percepção urbana.
Assim deve-se dar importância aos elementos e espaços urbanos que possam caracterizar e representar o estilo de vida das cidades através de seus símbolos ou pela exploração de seus elementos configurais- tais como a cor, a textura, a forma e os materiais. Deve-se valorizar a aproximação do objeto com usuário, definir traços da identidade, respeitar características referentes ao clima local, aos comportamentos, à paisagem urbana, enfim ao espírito da localidade, evocando atrativos turísticos, festejos locais, musicalidade ou regionalismo, estabelecendo-se uma associação direta entre aqueles fatores e as formas relacionadas a eles, que simbolizarão a cultura local.
Nova percepção urbana de lazer e convivência social também precisa ser explorada. Por exemplo, um novo conceito de parque e praças e calçadões que passam a ser também um local para a caminhada diária de seus freqüentadores, diferente do que acontecia anteriormente, onde a recreação e a introspecção contemplativa dos elementos paisagísticos naturais e/ou construídos era a finalidade primordial.
Essa abordagem absorve ainda a nova interpretação do turismo urbano no qual não é vendida somente a visita ao meio urbano, mas também o modo de viver e de consumir de seus habitantes, considerando a cultura como uma das mais importantes motivações das viagens turísticas

Geral

NOVOS REFERENCIAIS URBANOS

11/02/2009

imagem-171Vislumbra-se, um novo horizonte em que devem ser absorvidos novos referenciais, voltados para o respeito da percepção que seus moradores e visitantes têm dos espaços, e com isso tentar promover a utilização consciente dos equipamentos e dos espaços pelos usuários, empreender a busca por uma cidade mais justa, com preocupações referentes à qualidade  ambiental. Redefine-se o conceito de cidade sustentável, incluindo a racionalização na utilização de energia e água e a utilização de materiais certificados e renováveis na produção do espaço. Por fim os novos referenciais estão voltados para a construção de uma cidade para todos, proporcionando à maior quantidade possível de pessoas, independentemente de idade, estatura ou limitação de mobilidade ou percepção, a utilização de maneira autônoma e segura do ambiente.
Para Granja vamos optar por esse novo referencial, pois consideramos que antes dela ser competitiva, precisa ser o local ideal de morar considerado pelos seus moradores.

Artes Visuais

POR ESSA EU NÃO ESPERAVA

10/02/2009

Confesso que fiquei deveras surpresa… Olha só quem está visitando o blog. blog-4blog-3 Não é surpreendente?

PDP de Granja

O QUE É SER UM CIDADÃO GRANJENSE

10/02/2009

Uma cidade não é só feita de prédios, ruas, infra-estrutura, equipamentos, espaços públicos. Uma cidade é feita, sobretudo, de pessoas. Ou melhor, de cidadãos.
Ser cidadão é ter consciência de que é sujeito de direitos. Direitos à vida, à liberdade, à propriedade, à igualdade, enfim, direitos civis, políticos e sociais. Mas este é um dos lados da moeda. Cidadania pressupõe também deveres. O cidadão tem de ser cônscio das suas responsabilidades enquanto parte integrante de um grande e complexo organismo que é a coletividade, a nação, o Estado, para cujo bom funcionamento todos têm de dar sua parcela de contribuição. Somente assim se chega ao objetivo final, coletivo: a justiça em seu sentido mais amplo, ou seja, o bem comum. (Santana)

Em Granja não é diferente. Para ser um cidadão granjense é preciso antes de tudo saber viver em coletividade.

Reconhecer o outro como outro eu. Aceitar o pluralismo, conviver com a diversidade e os inevitáveis confrontos dela decorrentes. Saber superar os interesses pessoais quando isso for importante para o bem coletivo.
É também saber respeitar o meio em que se vive e as pessoas que fazem parte dele.
A pessoa torna-se cidadão quando intervém na realidade em que vive. Participa ativamente das decisões da comunidade, de modo a influenciar modos de vida de maneira positiva ao seu redor, a exercer os direitos constitucionais adquiridos e lutar pelos que virão.
O cidadão pró-ativo é aquele que sente sua ligação com a cidade. Que sabe que suas atitudes podem ser causas de problemas que no futuro podem comprometer a sua própria vida e a vida dos seus entes queridos.
Cidadãos pró-ativos são questionadores por natureza, são politicamente ativos, discutem, perguntam, agem.
Hoje há uma carência de valores cívicos como respeito, ética, probidade, lealdade, honestidade, veracidade, solidariedade e responsabilidade que estão comprometendo e fragilizando a cidadania. Por essa razão é preciso buscar ações e alternativas que fortaleçam a dignidade das pessoas e a crença nos benefícios da relação humana e da vida em sociedade. Com cidadania as relações humanas ficam mais consistentes e duradouras.
A sociedade civil, quando se organiza, constrói ações que são fundamentais para fortalecer a cidadania. A força da sociedade é imensa quando esta se propõe a trabalhar coletivamente. As pessoas podem contribuir com idéias, conhecimentos e inovações que ajudam, e muito, o trabalho de fortalecimento dos valores cívicos e humanos de qualquer sociedadededicataria1

PDP de Granja

NOTÍCIAS

09/02/2009

Antes de tudo desculpa por tanto tempo sem notícias.
Mas prometo me redimir.
Estamos vibrantes com o resultado do blog. De 23/11/08 até hoje já foram mais de 5.172 visualizações de páginas em 1.851 visitas ao Blog. Foram realizados mais de 240 downloads do trabalho. Já pensou no que isso representa?
Nem falo em termos de custo, de economia de papel, por que embora expressivo isso é secundário. Mas fico radiante em imaginar que uma parcela significativa da população está ciente do plano, acompanha de perto o andamento e quer saber mais sobre a sua cidade.
Obrigada pela participação, ou melhor, por compartilhar conosco a elaboração do trabalho.
Mas como disse anteriormente agora é que o trabalho vai começar…
Ah, por falar nisso quem pode me ajudar. Estou redigindo um item que trata da valorização das características histórico-culturais e queria marcar no mapa o local da fazenda da Periquara, que segundo Haroldo Ximenes era no Alto dos Pescadores atual, perto do poço Pucu, onde até um tempo atrás existiu uma antiga casa pertencente a Joaquim Ribeiro, descendente do colono Vicente Ribeiro.alto-dos-pescadores1alto-dos-pescadores

PDP de Granja

A IMPORTÂNCIA DA ESTRUTURAÇÃO TERRITORIAL

07/02/2009

Eis aqui o cerne do Plano Diretor Participativo de Granja. Essa é a etapa do Plano em que as propostas serão explicitadas.
No início foram as sementes, os desejos, as vontades, as considerações que firmaram as etapas anteriores como na Leitura da Realidade.
Posteriormente procurou-se criar raízes, criar condições de sustentabilidade, de permanência, de apoio, que no Plano Estratégico foram traduzidas por recomendações de ações que dariam a devida sustentabilidade sócio-econômicas e ambientais.
Partimos agora para o cerne, a seiva, o interior do tronco, a possibilidade de crescer e se multiplicar, a garantia de manutenção e o alimento para a as outras partes.
A criação de casca, de defesa, de garantia de que o essencial possa ser preservado é, na nossa metáfora, a etapa que se segue referente à da implantação de legislação e explicitação de regras.
Por fim o resultado, as folhas, flores e frutos, que embelezarão que garantirão a sobrevivência, que tornarão a vida mais amena, mais feliz.
E, a fotossíntese, liberando o oxigênio para as outras espécies, compartilhando, induzindo, propagando a vida, que seriam o exemplo de cidade, o marketing, o modelo a ser aproveitado.
Dentro dessa comparação essa etapa também cumpre sua função. Necessita aproveitar tudo o que foi coletado pelas raízes e levar à menor folha, ao mais saboroso fruto a mais expressiva flor. Tem que ser ao mesmo tempo o caule de sustentação, mas tem que se desdobrar em galhos sucessivos, ramificados, interligados, que permitirão a sustentação de todas as partes.
Não existe uma folha, uma flor, um fruto solto no ar. Tudo está preso a uma estrutura, e está de certo modo integrado, ligado, interligado.
Assim como nossa árvore, a formação da seiva também precisa de agentes externos. Precisa que seja constantemente regada, principalmente no período de formação. Precisa depois que haja chuva suficiente. Regar o começo pode ser feito com baldinhos, com pouca água. Mas precisa ser quase diário, intermitente, constante.
A proteção contra as pragas, as intempéries, também são traduzidas pela necessidade de acompanhamento, de monitoramento, de cuidados para garantir a existência.
Ao dar flores e frutos aparentemente já cumpriu a sua missão. No entanto a planta quer mais. Quer se reproduzir. Quer marcar a sua presença. Quer se renovar a cada período, a cada estação, a cada mudança. Quer atingir os céus, busca a utopia. Sabe que tendo sido regada com tanto carinho pode se sobrepor, pode ir além das próprias forças, pode desafiar a gravidade.
Um dos seus grandes méritos é que pode servir de sustentação para outras plantas, e juntas formarem a floresta. Não interessa saber mais quem é o sustentáculo e quem é a parasita. Compõem um só corpo. Uma só unidade. Compartilham da mesma alma.
O Plano Diretor também tem o mesmo processo. Dele surgem Políticas Setoriais que irão complementá-lo, que irão reforçá-lo. É uma verdadeira simbiose em prol de uma cidade mais eficiente, mais justa, mais humana.
Essa comparação pode ser estendida até no fenômeno da morte. O Plano Diretor também é predestinado a ter um fim, a ficar obsoleto, a deixar de valer. Espera-se, contudo que ao longo de sua vida tenha deixado sementes, para que o processo possa se retroalimentar.

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