Ruth Torres

arquitetura e urbanismo

Arquivos da categoria: PDP de Granja

O QUE É SER UM CIDADÃO GRANJENSE

10/02/2009

Uma cidade não é só feita de prédios, ruas, infra-estrutura, equipamentos, espaços públicos. Uma cidade é feita, sobretudo, de pessoas. Ou melhor, de cidadãos.
Ser cidadão é ter consciência de que é sujeito de direitos. Direitos à vida, à liberdade, à propriedade, à igualdade, enfim, direitos civis, políticos e sociais. Mas este é um dos lados da moeda. Cidadania pressupõe também deveres. O cidadão tem de ser cônscio das suas responsabilidades enquanto parte integrante de um grande e complexo organismo que é a coletividade, a nação, o Estado, para cujo bom funcionamento todos têm de dar sua parcela de contribuição. Somente assim se chega ao objetivo final, coletivo: a justiça em seu sentido mais amplo, ou seja, o bem comum. (Santana)

Em Granja não é diferente. Para ser um cidadão granjense é preciso antes de tudo saber viver em coletividade.

Reconhecer o outro como outro eu. Aceitar o pluralismo, conviver com a diversidade e os inevitáveis confrontos dela decorrentes. Saber superar os interesses pessoais quando isso for importante para o bem coletivo.
É também saber respeitar o meio em que se vive e as pessoas que fazem parte dele.
A pessoa torna-se cidadão quando intervém na realidade em que vive. Participa ativamente das decisões da comunidade, de modo a influenciar modos de vida de maneira positiva ao seu redor, a exercer os direitos constitucionais adquiridos e lutar pelos que virão.
O cidadão pró-ativo é aquele que sente sua ligação com a cidade. Que sabe que suas atitudes podem ser causas de problemas que no futuro podem comprometer a sua própria vida e a vida dos seus entes queridos.
Cidadãos pró-ativos são questionadores por natureza, são politicamente ativos, discutem, perguntam, agem.
Hoje há uma carência de valores cívicos como respeito, ética, probidade, lealdade, honestidade, veracidade, solidariedade e responsabilidade que estão comprometendo e fragilizando a cidadania. Por essa razão é preciso buscar ações e alternativas que fortaleçam a dignidade das pessoas e a crença nos benefícios da relação humana e da vida em sociedade. Com cidadania as relações humanas ficam mais consistentes e duradouras.
A sociedade civil, quando se organiza, constrói ações que são fundamentais para fortalecer a cidadania. A força da sociedade é imensa quando esta se propõe a trabalhar coletivamente. As pessoas podem contribuir com idéias, conhecimentos e inovações que ajudam, e muito, o trabalho de fortalecimento dos valores cívicos e humanos de qualquer sociedadededicataria1

NOTÍCIAS

09/02/2009

Antes de tudo desculpa por tanto tempo sem notícias.
Mas prometo me redimir.
Estamos vibrantes com o resultado do blog. De 23/11/08 até hoje já foram mais de 5.172 visualizações de páginas em 1.851 visitas ao Blog. Foram realizados mais de 240 downloads do trabalho. Já pensou no que isso representa?
Nem falo em termos de custo, de economia de papel, por que embora expressivo isso é secundário. Mas fico radiante em imaginar que uma parcela significativa da população está ciente do plano, acompanha de perto o andamento e quer saber mais sobre a sua cidade.
Obrigada pela participação, ou melhor, por compartilhar conosco a elaboração do trabalho.
Mas como disse anteriormente agora é que o trabalho vai começar…
Ah, por falar nisso quem pode me ajudar. Estou redigindo um item que trata da valorização das características histórico-culturais e queria marcar no mapa o local da fazenda da Periquara, que segundo Haroldo Ximenes era no Alto dos Pescadores atual, perto do poço Pucu, onde até um tempo atrás existiu uma antiga casa pertencente a Joaquim Ribeiro, descendente do colono Vicente Ribeiro.alto-dos-pescadores1alto-dos-pescadores

A IMPORTÂNCIA DA ESTRUTURAÇÃO TERRITORIAL

07/02/2009

Eis aqui o cerne do Plano Diretor Participativo de Granja. Essa é a etapa do Plano em que as propostas serão explicitadas.
No início foram as sementes, os desejos, as vontades, as considerações que firmaram as etapas anteriores como na Leitura da Realidade.
Posteriormente procurou-se criar raízes, criar condições de sustentabilidade, de permanência, de apoio, que no Plano Estratégico foram traduzidas por recomendações de ações que dariam a devida sustentabilidade sócio-econômicas e ambientais.
Partimos agora para o cerne, a seiva, o interior do tronco, a possibilidade de crescer e se multiplicar, a garantia de manutenção e o alimento para a as outras partes.
A criação de casca, de defesa, de garantia de que o essencial possa ser preservado é, na nossa metáfora, a etapa que se segue referente à da implantação de legislação e explicitação de regras.
Por fim o resultado, as folhas, flores e frutos, que embelezarão que garantirão a sobrevivência, que tornarão a vida mais amena, mais feliz.
E, a fotossíntese, liberando o oxigênio para as outras espécies, compartilhando, induzindo, propagando a vida, que seriam o exemplo de cidade, o marketing, o modelo a ser aproveitado.
Dentro dessa comparação essa etapa também cumpre sua função. Necessita aproveitar tudo o que foi coletado pelas raízes e levar à menor folha, ao mais saboroso fruto a mais expressiva flor. Tem que ser ao mesmo tempo o caule de sustentação, mas tem que se desdobrar em galhos sucessivos, ramificados, interligados, que permitirão a sustentação de todas as partes.
Não existe uma folha, uma flor, um fruto solto no ar. Tudo está preso a uma estrutura, e está de certo modo integrado, ligado, interligado.
Assim como nossa árvore, a formação da seiva também precisa de agentes externos. Precisa que seja constantemente regada, principalmente no período de formação. Precisa depois que haja chuva suficiente. Regar o começo pode ser feito com baldinhos, com pouca água. Mas precisa ser quase diário, intermitente, constante.
A proteção contra as pragas, as intempéries, também são traduzidas pela necessidade de acompanhamento, de monitoramento, de cuidados para garantir a existência.
Ao dar flores e frutos aparentemente já cumpriu a sua missão. No entanto a planta quer mais. Quer se reproduzir. Quer marcar a sua presença. Quer se renovar a cada período, a cada estação, a cada mudança. Quer atingir os céus, busca a utopia. Sabe que tendo sido regada com tanto carinho pode se sobrepor, pode ir além das próprias forças, pode desafiar a gravidade.
Um dos seus grandes méritos é que pode servir de sustentação para outras plantas, e juntas formarem a floresta. Não interessa saber mais quem é o sustentáculo e quem é a parasita. Compõem um só corpo. Uma só unidade. Compartilham da mesma alma.
O Plano Diretor também tem o mesmo processo. Dele surgem Políticas Setoriais que irão complementá-lo, que irão reforçá-lo. É uma verdadeira simbiose em prol de uma cidade mais eficiente, mais justa, mais humana.
Essa comparação pode ser estendida até no fenômeno da morte. O Plano Diretor também é predestinado a ter um fim, a ficar obsoleto, a deixar de valer. Espera-se, contudo que ao longo de sua vida tenha deixado sementes, para que o processo possa se retroalimentar.

VAMOS DIVULGAR GRANJA

15/12/2008

Inscrevam-se no You Tube, assistam os filmes do PDP e comente-os. Para encontrá-los mais facilmente é só colocar ruthtorresurbanist no local de procura

PDP de Granja para download

14/12/2008

É com prazer que disponibilizo a Segunda e Terceira Partes do PDP de Granja.

O seguinte link explicará melhor como proceder para baixar as versões na íntegra e por capítulos.

http://www.ruthtorres.com.br/PDPGranja/

LEITURA DA REALIDADE

12/12/2008

GRANJA PARA QUEM NÃO CONHECE GRANJA

12/12/2008

GRANJA E SEUS RELACIONAMENTOS

12/12/2008

GRANJA ONTEM HOJE E AMANHÃ

12/12/2008

LEITURA DA COMUNIDADE

12/12/2008

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